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terça-feira, 1 de agosto de 2017

São Pedro Ad Vincula

Fachada da Basílica de São Pedro Acorrentado

Hoje, 1º de Agosto, a Igreja Católica celebra São Pedro Ad Vincula, ou São Pedro Acorrentado. Após a descoberta das relíquias das correntes que prenderam São Pedro, erigiram uma basílica em sua honra, situada em Roma, no Monte Ópio. A Igreja também lembra hoje os Santos Irmãos Macabeus, os sete. Não Confundir com os Santos Sete Irmãos Mártires, filhos de Santa Felicidade.

San Pietro in Vincoli ou Basílica de São Pedro Acorrentado é uma igreja titular e basílica menor localizada no Monte Ópio, em Roma, Itália, conhecida principalmente por abrigar a famosa estátua de Moisés, de Michelangelo, que decora o túmulo do papa Júlio II.

O cardeal-presbítero protetor do Título de São Pedro Acorrentado é Donald Wuerl, arcebispo de Washington, D.C.. Conhecida também como "Basilica Eudoxiana", a igreja foi construída pela primeira vez sobre fundações (descobertas em escavações em 1956-9) do período republicano entre 432 e 440 para abrigar a corrente que prendeu São Pedro quando ele esteve preso em Jerusalém (o episódio conhecido como "Libertação de São Pedro"). A imperatriz-consorte bizantina Eudóxia, esposa do imperador Valentiniano III, que recebeu-a de presente de sua mãe, Élia Eudócia, imperatriz-consorte de Valentiniano II, presenteou a relíquia ao papa Leão I. Eudócia, por sua vez, a havia recebido de Juvenal, bispo de Jerusalém.

De acordo com a lenda (sic), esta corrente e uma outra, relacionada à prisão de Pedro na Prisão Mamertina, em Roma, se fundiram milagrosamente quando Leão I tentou comparar as duas. Elas estão hoje num relicário sob o altar-mor da basílica

A basílica foi consagrada em 439 pelo papa Sisto III e passou por diversas reformas, inclusive uma levada a cabo pelo papa Adriano I e outra no século XI. Entre 1471 e 1503, ano da eleição do cardeal da família della Rovere como papa Júlio II (e sobrinho do papa Sisto IV), a igreja foi praticamente reconstruída. O pórtico frontal, atribuído a Baccio Pontelli, foi acrescentado em 1475. O claustro (1493–1503) tem sido atribuído a Giuliano da Sangallo. Novas obras ocorrerem no início do século XVIII, sob direção de Francesco Fontana, em 1875.Perto da igreja está a Faculdade de Engenharia da Universidade La Sapienza, que ocupa o antigo edifício do convento e chamado de "San Pietro in Vincoli" por antonomásia.O interior segue uma planta basilical típica, com uma nave ladeada por dois corredores, separados por colunas dóricas, terminados em três absides. Os corredores estão cobertos por abóbadas de aresta e a nave por um teto em caixotões do século XVIII, decorado no espaço oval central por um afresco do "Milagre das Correntes", de Giovanni Battista Parodi (1706).

O Moisés de Michelangelo, completado em 1515, foi projetado originalmente como parte de um gigantesco monumento funerário, com 47 estátuas livres, para o papa Júlio II, tornou-se a peça central de seu monumento e sepultura em San Pietro, a igreja da família della Rovere. Moisés aparece com seus típicos (na arte) "chifres", que denotam a "radiação de Deus".

Entre as outras obras de arte estão duas telas de Guercino, Santo Agostinho e Santa Margarida, o monumento ao cardeal Girolamo Agucchi, de Domenichino, que pintou também um afresco na sacristia sobre a "Libertação de São Pedro" (1604). A peça-de-altar da primeira capela à esquerda é uma "Deposição da Cruz", de Cristoforo Roncalli. O túmulo do cardeal Nicolau de Kues (m. 1464), com seu relevo, "Cardeal Nicolau perante São Pedro", é de Andrea Bregno. O pintor e escultor florentino Antonio Pollaiuolo, famoso por ter acrescentado as esculturas de Rômulo e Remo à Loba Capitolina, está enterrado do lado esquerda da entrada. O túmulo do cardeal Cinzio Passeri Aldobrandini, decorado com a imagem da morte com sua foice.

Em 1876, arqueólogos descobriram os túmulos dos que já se acreditou no passado serem os "Sete Mártires Macabeus" de II Macabeus 7, 41, o que é bastante improvável. Eles são lembrados anualmente em 1 de agosto, no mesmo dia da festa do milagre da fusão das correntes. O terceiro altar no corredor da esquerda abriga um mosaico de São Sebastião do século VII, lembrado por sua relação com uma epidemia de peste em Pávia. Conta a lenda que a doença só pararia se fosse construído um altar para o santo na igreja de San Pietro in Vincoli da cidade. De alguma forma, a história tornou-se aceita também em Roma e o altar foi construído e decorado pelo mosaico.

Altar-mor e mosaico na abside central

As correntes de São Pedro que deram origem ao nome da Basílica

Moisés, a estátua de Michelângelo sobre o túmulo do Papa Júlio II

Claustro

Plano da Basílica

Visão geral do interior da basílica
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Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/San_Pietro_in_Vincoli

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