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segunda-feira, 31 de julho de 2017

A beleza da alma de Maria - O Ideal

Obra de Sassoferrato
PARTE I - O IDEAL

A verdadeira beleza reside na alma. Só e isolada da beleza interior, a beleza visível é excessivamente vã, frágil e mesmo perigosa, desde o pecado, para ser digna de atrair os olhos criados para contemplar a Deus. 

Há coisa melhor que a beleza física do semblante, pois há uma beleza moral, um esplendor das almas. Desde que o pecado perverteu o gosto do homem - ó coisa lamentável! - a beleza unicamente exterior não é mais que um atrativo da volúpia e uma fonte de desordens. 

O mundo não sabe mais elevar-se acima do que o adula, para se elevar até ao Autor de toda beleza, e é nisto que consiste a sua miséria, sua dolorosa degeneração. 

É por isso que se deviam antepor aos seus olhos, mais vezes e com mais instância, visões feitas de luz, de heroísmo e de pureza. 

Da visão ao amor há apenas um passo, e o amor dirigido para o ideal divino, para a beleza moral, é o começo da regeneração e da santidade. O ideal da beleza absoluta só existe em Deus, pois só nEle se encontram, em todo o Seu esplendor, o "Verdadeiro" e "Bom", que, sem ser a essência do "Belo", são, entretanto, duas partes constitutivas, de tal modo que sem "Verdade" e sem "Bondade" a beleza não pode existir. 

Difícil seria dizer precisamente em que consiste a beleza. 

É uma certa relação, uma graça, uma harmonia de natureza, um não sei que, que todo mundo conhece e que se não pode ver sem amar. 

O céu é a pátria do "Belo". - É sua morada, e aí pode o homem contemplá-lO a descoberto... ofuscar-se à Sua visão... lançar-se nEle... e dEle viver!... 

Aqui na terra não possuímos mais que uma débil irradiação desta inefável beleza nas criaturas. Mas Deus não se contentou com isso. Querendo fazer-nos entrever este Belo infinito e essencial, que a alma nem sequer tinha suspeitado, abriu-se o céu por um instante para encantar o mundo com o seu ideal. 

E era esta manifestação divina que fazia brotar do peito do imortal gênio de Hipona, Santo Agostinho, este brado de saudade e de deslumbramento: "Ó beleza sempre antiga e sempre nova, quão tarde eu te conheci, quão tarde eu te amei!" 

"O belo essencial, disse Lamennais, é Cristo, em quem o ideal existe em seu mais alto grau. O Criador e a criação nEle são ao mesmo tempo distintos e inseparáveis - Aquele incorporado em Sua obra, esta espiritualizada em seu exemplar eterno. É o Belo completo, o Belo em suas relações com o Verdadeiro e com o Bom". (Esboço duma filosofia, III, p. 130) 

Daí provém os dois caracteres distintos do Belo, cuja idéia não era conhecida pela antiguidade: - o infinito e o amor. 

O Cristo é o infinito em perfeição. - Ele é o amor. É Deus sensível ao coração... - Deus amado como Homem, com o infinito de Deus. Mas como desceu esta beleza infinita até nós? 

- É a grande pergunta que se deve fazer depois de cada um dos mistérios com que aprouve ao céu cercar-nos. Como?... - Por Maria: - "Mariae de quanatus est Christus". 

Este belo é uma flor, e Maria é a sua haste! É Ela que O recebeu, tal qual Ele é em si mesmo, nesta beleza essencial e incriada que extasia os anjos e o próprio Deus, que reluz através de todas as maravilhas da natureza. 

Maria tornou-se, como diz São Tomás, "A arca do Ideal!" 

Por isso mesmo, diz o autor da "Virgem Maria", Maria é a obra prima deste Belo que se reproduziu nEla. Porque como Ele veio para se reproduzir nas almas, pela virtude sobrenatural de Sua graça, inerente à Sua encarnação, a primeira alma que Ele havia embelezado é a da Virgem, em que Ele se fez carne. 

Eis por que, antes mesmo de descer nEla, preveniu-A com Suas graças, preservou-A com a arte de um Deus e todo o amor de um Filho, como o Seu tabernáculo, com a substância de que Ele mesmo queria ser feito. 

Ela era desde então "cheia de graça". 

E qual não devia ser Sua beleza, para que a natureza angélica se inclinasse diante dEla, e que o próprio Deus, na admiração de Sua obra, exclamasse, à Sua vista: "Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te!" - Sois toda bela, ó minha amiga, e mácula alguma há em Vós!" 

Já que chamamos Maria de "Santidade criada", podemos também chamá-lA, a beleza criada, isto é, a beleza por excelência entre todas as belezas criadas, desde a flor dos campos até ao serafim, não sendo sobrepujada senão pelo belo infinito e criador, que foi aqui na terra o fruto da virgindade, e que, saindo dEla, deixou-Lhe Sua forma de todas as belezas que Ele semeou em todo o universo. 

Mas em que consistia esta beleza de Maria?... 

"Consistia, diz o P. Binet, numa espécie de combate da natureza e da graça que entre si rivalizaram em enriquecê-lA e orná-lA de seus mais belos adornos". 

"Afirmamos audaciosamente, diz Santo Alberto Magno, que a Virgem ultrapassou em graça e em beleza a todas as mulheres, pois possuiu em supremo grau a perfeição de que foi capaz um corpo mortal e que a natureza nada podia fazer de mais excelente". (Quaest. sup. missus est, 15, 3) 

"Convinha, e este é o pensamento de Dionísio o Cartucho, que o Filho de Deus e a Mãe de Deus fossem dotados, no mais eminente grau, de todas as perfeições da natureza e da graça: - o Filho, por causa de Sua união hipostática à divindade; a Mãe, por causa da união com Deus, a mais estreita depois da que é própria ao Seu divino Filho". (De laud. excell. B. Virg., T. I, lib. 6, C. 9, n.18) 

A beleza exerce sobre os homens um império soberano. Longe, aqui, as belezas profanas! Trata-se da beleza da alma, cujo irradiamento sobre uma fronte humana desanima o artista, maravilha os próprios anjos. 

Maria é a criatura que mais se aproxima da beleza de Deus e que dEle trouxe o reflexo mais puro. Convinha que a Mãe do nosso Pontífice fosse como Ele "santa, inocente, imaculada, separada dos pecadores e mais elevada que os céus". 

Era necessário ao novo Adão, como o fora ao primeiro, "uma auxiliar semelhante a si mesmo". Era necessária a plenitude de vida, de vida natural e de vida sobrenatural; era necessária a beleza encantadora! Como outrora, após Jesus, "todo mundo vai após Ela". 

Beleza radiante! - Ela embeleza a religião e a Igreja. No Credo Seu nome esparge como que um sorriso sobre os demais dogmas. Seu exemplo, Sua ação nas almas faz florescer na Igreja as mais belas e heróicas virtudes. 

Sem Ela a Igreja seria "como um ano sem o mês de maio". 

É da alma, sobretudo, que vem a beleza. E é a graça que dá à alma seu aparato e seu brilho, de tal modo que as almas mais favorecidas da graça divina são, por isso mesmo, as mais belas. 

Sigamos um instante esta maravilha da graça em Sua Conceição e em Seu contínuo crescimento - crescimento da graça, da glória e das virtudes. 

Tantos abismos insondáveis, sem dúvida, mas cuja vista, não poderá senão deslumbrar nossos corações. 

Ó Maria, aqui na terra o homem vai empós da beleza, para dar-lhe seu coração e suas afeições, deixa-se ofuscar por um pequeno raio, por uma sombra que passa! Por que não se apegaria ele ao contemplar-Vos... como o seu coração se dilataria a este espetáculo, como se encheria deste amor puro, ardente, forte como a morte, que Vossa beleza faz nascer em todos aqueles que A contemplam!... 
__________
Excerto do livro Por que amo Maria, de Padre Júlio Maria, Missionário de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento (1945)

Observações:

Iniciarei uma série de postagens, que serão publicadas uma vez por semana (às segundas-feiras). Trata-se de excertos do livro Por que amo Maria, de Padre Júlio Maria. Nossa Senhora, sendo nossa co-redentora, merece e deve ser muito amada. Em primeiro lugar, Deus; em segundo lugar, Nossa Senhora. Acima dEla, só Deus. Logo abaixo de Deus, imediatamente Ela. 

Os posts serão divididos da seguinte maneira:

1. A BELEZA DA ALMA DE MARIA, ou a graça acumulada, crescente, exuberante que a embeleza e a torna o objeto das complacências divinas. 

I – O ideal II – Maria, bela em Sua Conceição III- O crescimento contínuo IV- Quae est ista?... V – Maria, resplandecente de glória! VI – Maria, radiante de virtudes VII – Deus, enamorado da beleza de Maria 

2. A BELEZA DO CORAÇÃO DE MARIA, ou o amor sem igual de que Ela está abrasada para com Deus e para com os homens. 

I – A obra-prima do amor II – O amor de Deus III – As causas deste amor IV – O amor supremo V – O amor dos homens VI – O amor da mãe VII – Os princípios deste amor VIII – Os caracteres do amor de Maria para conosco 

3. A BELEZA DO ESPÍRITO DE MARIA, ou os conhecimentos variados e múltiplos da Virgem... irradiação exterior das belezas da alma, do coração e do espírito, através do corpo mais belo e mais puro que jamais houve, depois da humanidade santa do Salvador. 

I – O espírito de Maria II – Os conhecimentos de Maria III – A chave dos corações IV – O retrato de Maria V – O esboço de Maria pelos santos padres VI – Ela era muito bela VII – O sorriso de Maria VIII - Conclusão

Durante 24 semanas teremos essas postagens nas segundas-feiras, iniciando hoje, 31 de Julho, e encerrando no dia 08 de Janeiro de 2018.

Dessa maneira dividida, iremos ler esses pequenos excertos com muita calma, devoção e piedade. Em tempos onde ler um texto grande é de extrema dificuldade, repartindo essas leituras em pequenos textos, creio que ficará agradável para o leitor desfrutar do texto com mais conforto.

Espero que apreciem.

Salve Maria Puríssima.

Melissa Maria Gema Placido.

sábado, 29 de julho de 2017

Conselhos de Santo Afonso Maria de Ligório para ser feliz


Para viver sempre bem, diz Santo Afonso, é preciso que gravemos profundamente no espírito certas máximas gerais de vida eterna:


“Todas as coisas deste mundo acabam, o gozo e o sofrimento; mas a eternidade nunca tem fim”.

“De servem no momento da morte, todas as grandezas deste mundo?”

“Tudo o que vem de Deus, ou próspero ou adverso, é bom e para nosso bem”.

“É preciso deixar tudo para ganhar tudo.”

“Sem Deus não se pode ter verdadeira paz”.

“Só é necessário amar a Deus e salvar a alma”
.

“Só o pecado se deve temer”.

“Perdido Deus, é tudo perdido”.

“Quem nada deseja deste mundo, é senhor de todo o mundo”.

“Quem reza se salva; quem não reza perde-se”.

“Morra-se, mas dê-se gosto a Deus”.

“Custe Deus o que custar, nunca nos sairá caro”.

“Para quem mereceu o inferno, toda pena é leve”.

“Tudo sofre quem considera Jesus na cruz”.

“O que não se faz por Deus, tudo redunda em pena”.

“Quem só quer a Deus, é rico de todos os bens”.

“Ditoso daquele que pode dizer do coração: Meu Jesus, só a Ti quero, e nada mais”.

“Quem ama a Deus, em todas as coisas achará prazer; quem não ama a Deus, em nenhuma coisa encontrará verdadeiro prazer”.

“QUEM REZA SE SALVA; QUEM NÃO REZA SE CONDENA”.

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Hoje, 29 de Julho, celebramos o dia de Santa Marta, irmã de São Lázaro e Santa Maria Madalena. Clique aqui para ler sua história.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Súplica de Dom Mayer a P. Paulo VI

Dom Mayer
No dia 12 de Setembro de 1969, Dom Antônio de Castro Mayer escreveu uma carta ao então Papa Paulo VI, para tratar do famigerado assunto Novus Ordo Missae (NOM), abordando um simples e concomitante profundo estudo teológico acerca da nova liturgia. É claro que é pra ficar embasbacado, pois em 1969, pouquíssimos bispos se opuseram às drásticas e maléficas mudanças propostas pelo Concílio Modernista. Destruir a Santa Missa, ou pelo menos tentar, destruiria a santa catolicidade da sociedade, e consequentemente, traria grandes desajustes às sociedade do mundo inteiro. Sim. O catolicismo é o que guiava um mundo equilibrado, é o que dava graça santificante a cada pessoa que recebia os sacramentos. A Santa Missa Tridentina dava a cada pessoa o perdão dos pecados veniais, ou seja, mesmo sem confissão, se uma pessoa não estivesse em pecado mortal, saia com a graça de Deus da celebração. Isso é o sacrifício propiciatório. Na nova missa de Paulo VI, esse sacrifício está suprimido, e, lendo a carta de D. Mayer, entendemos melhor.

**Que se lê:**

"Beatíssimo Padre,

Tendo examinado atentamente o “Novus Ordo Missae”, a entrar em vigor no próximo dia 30 de novembro, depois de muito rezar e refletir, julguei de meu dever, como sacerdote e como bispo, apresentar a Vossa Santidade, minha angústia de consciência, e formular, com a piedade e confiança filiais que devo ao Vigário de Jesus Cristo, uma súplica.

O Novus Ordo Missae, pelas omissões e mutações que introduz no Ordinário da Missa, e por muitas de suas normas gerais que indicam o conceito e a natureza do novo Missal, em pontos essenciais, não exprime, como deveria, a Teologia do Santo Sacrifício da Eucaristia, estabelecida pelo Sacrossanto Concílio de Trento, na sessão XXII. Fato que a simples catequese não consegue contrabalançar. Em anexo, junto as razões que, a meu ver, justificam esta conclusão.

Os motivos de ordem pastoral que, eventualmente, poderiam ser alegados a favor da nova estrutura da Missa, primeiro, não podem chegar ao ponto de deixar no olvido os argumentos de ordem dogmática que militam em sentido contrário; depois, não parecem procedentes. As mudanças que preparam o “Novus Ordo” não contribuíram para aumentar a Fé e a piedade dos fiéis. Pelo contrário, deixaram-nos apreensivos, apreensão que o “Novus Ordo” aumentou; porquanto, abonou a idéia de que nada há de imutável na Santa Igreja, nem mesmo o Sacrossanto Sacrifício da Missa.

Além disso, como saliento nas folhas juntas, o “Novus Ordo” não só não afervora, senão que extenua a fé nas verdades centrais da vida católica, como a presença Real de Jesus na SS. Eucaristia, a realidade do Sacrifício propiciatório, o sacerdócio hierárquico.

Cumpro, assim, um imperioso dever de consciência, suplicando, humilde e respeitosamente, a Vossa Santidade, se digne, por um ato positivo que elimine qualquer dúvida, autorizar-nos a continuar no uso do “Ordo Missae” de S. Pio V, cuja eficácia na dilatação da Santa Igreja, e no afervoramento de sacerdotes e fiéis, é lembrada, com tanta unção, por Vossa Santidade.

Estou certo que a Paterna Benevolência de Vossa Santidade não deixará de afastar as perplexidades que me angustiam o coração de sacerdote e bispo.

Prostrado aos pés de Vossa Santidade, com humilde obediência e filial piedade, imploro a Bênção Apostólica.

a) + Antonio de Castro Mayer

Bispo de Campos (Brasil).


Considerações sobre o “Novus Ordo Missae”


Documento endereçado por Dom Antônio de Castro Mayer ao Papa Paulo VI sobre a Nova Missa, em 12 de Setembro de 1969

O novo “Ordo Missae” consta de normas gerais do texto do Ordinário da Missa. Umas e outro propõem uma nova Missa que não atende, suficientemente, às definições do Concílio de Trento a respeito, e constitui, por isso mesmo, grave perigo para a integridade e pureza da Fé Católica. Examinamos aqui, apenas, alguns pontos, que, nos parece, evidenciam o que afirmamos.

1. Noção de Misssa. - No n. 7 o Novo “Ordo” dá uma espécie de definição da Missa: "Cena dominica sive Missa est sacra synaxis seu congregatio populi Dei in unum convenientis, sacerdote praeside, ad memoriale Domini celebrandum. Quare de sactae ecclesiae locali congregatione eminenter valet promissio Christi: “Ubi sunt duo vel tres congregati in nomine meo, ibi sum in medio eorum (Mat. 18)”. [A Ceia do Senhor ou Missa é a sagrada assembléia ou reunião do povo de Deus, sob a presidência do sacerdote, para celebrar o memorial do Senhor. Por isso, a respeito desta reunião da santa igreja local vale a promessa de Cristo: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estarei no meio deles” (Mat. 18).

Nesta definição, a) Insiste-se na Missa como ceia. Aliás, esta conceituação de Missa, ocorre com freqüência, em todo o decurso das normas gerais (cfr. nº 8, 48, 55d, 56, etc.). Parece mesmo que a intenção do novo “Ordo Missae” é inculcar este aspecto da Missa. O que é feito com detrimento do outro, essencial, isto é, que a Missa é um sacrifício. De fato, b) na quase definição de Missa do nº 7, não se declara o caráter de sacrifício da Missa, como, c) não se salienta o caráter sacramental do sacerdote que o distingue dos fiéis. Além disso, d) nada diz do valor intrínseco da Missa independente da presença da assembléia. Antes, faz supor que não há Missa sem a “congregatio populi” [reunião do povo], pois é a “congregatio” que define a Missa. Enfim, e) o texto deixa uma confusão entre a presença real e a presença espiritual, porquanto aplica à Missa o texto de S. Mateus, no qual se trata apenas da presença espiritual.

O equívoco entre a Presença real e a presença espiritual, notado no nº 7, é confirmado pelo que diz o nº 8, que divide a Missa em “mesa da palavra” e “mesa do Corpo do Senhor”, e igualmente oculta o caráter de sacrifício que é principal na Missa, pois que a ceia não passa de uma conseqüência, como se pode deduzir do cân. 3 da ses. XXII do Concílio de Trento.

Observamos que os dois textos do Vaticano II, alegados na nota, não justificam a noção de Missa proposta no texto. Observamos ainda que algumas expressões, mais ou menos incidentes, nas quais ocorrem afirmações como esta que no altar “sacrificium crucis sub signis sacramentalibus praesens efficitur” (n. 259) [Torna-se presente o sacrifício da cruz sob sinais sacramentais,] não são suficientes para dissipar um conceito equívoco, inculcado ao se descrever a Missa (n. 7) e em muitos outros lugares das normas gerais.

2. Finalidade da Missa. - A Missa é sacrifício de louvor à SS. Trindade. Tal finalidade não aparece, de modo explícito, no Novo "Ordo". Pelo contrário, o que, na Missa de S. Pio V, salientava esse fim do Sacrifício, foi supresso no Novo "Ordo". Assim, as orações: "Suscipe, Sancta Trinitas..." do Ofertório, a final "Placeat, tibi, Sancta Trinitas..."; assim, igualmente o Prefácio da SS. Trindade deixou de ser o Prefácio do Domingo, Dia do Senhor.

Além de "Sacrificium laudis SS. Trinitatis", a Missa é Sacrifício propiciatório. Sobre esse caráter, contra os erros dos protestantes, insiste muito o Tridentino (cap. I e cân 3). Tal finalidade não aparece explícita no Novo "Ordo". Aqui e acolá ocorre uma ou outra expressão que se poderia entender como envolvendo esse conceito. Jamais ele aparece sem sombra de dúvida. E ele está ausente quando as normas declaram a finalidade da Missa (n. 54). De fato, não é suficiente para atender à Teologia da Missa estabelecida pelo Tridentino, afirmar que esta colima a "santificação". Não é claro que este conceito envolva necessariamente o outro, de propiciação. Além disso, a intenção propiciatória bem indicada na Missa de São Pio V, desaparece na nova Missa. De fato, as orações do Ofertório, "Suscipe Sancte Pater...", "Offerimus, Tibi..." e a da benção da água: "Deus qui humanae substantiae... reformasti..." foram substituídas por outras que nada dizem de propiciação. Inculcam mais o sentido de banquete espiritual "panis vitae" [pão da vida], "potus spiritualis" [bebida espiritual].

3. Essência do Sacrifício. - A essência do Sacrifício da Missa está na repetição do que fez Jesus na última ceia; não na mera narração, ainda que acompanhada de gestos. Assim, advertem os moralistas que não basta relatar historicamente o que Jesus fez. É necessário pronunciar as palavras da consagração com intenção de repetir o que Jesus realizou, porquanto o sacerdote, ao celebrar, representa Jesus Cristo, opera "in persona Christi". No novo "Ordo" não se toma em consideração semelhante precisão, no entanto, essencial. Pelo contrário, ao passo que sublinha a parte narrativa, nada diz da parte propriamente sacrifical. Assim, ao expor a Prece eucarística fala de "narratio institutionis" (n. 54 d) [narração da instituição]; de maneira que as expressões "Ecclesia memoriam ipsius Christi agit" [A Igreja faz a memória do próprio Cristo] e a outra do final da consagração: "Hoc facite in meam commemorationem" [fazei isto em minha memória] têm o sentido indicado pela explanação dada anteriormente nas normas gerais (n. 54 d). Observamos que a frase final da consagração, "Haec quotiescumque feceritis, in mei memoriam facietis" [todas as vezes que fizerdes isto, fazei-o em minha memória] era muito mais expressiva para dizer que, na Missa, repetia-se a ação de Jesus Cristo. - Acresce que a introdução, entre as palavras essenciais da consagração, das expressões: "Accipite et manducate ex hoc omnes" [Tomai e comei dele todos], e "Accipite et bibite ex eo omnes" [Tomai e bebei dele todos] levam a parte narrativa dentro do mesmo ato sacrifical. De maneira que, na Missa de S. Pio V, o texto e os gestos orientavam, naturalmente, o sacerdote para a ação sacrifical propiciatória, quase impunham a intenção ao sacerdote que celebrava. E assim, a "lex supplicandi" [lei da oração] se conformava perfeitamente à "lex credendi" [lei da fé]. Não se pode dizer o mesmo do novo "Ordo Missae". No entanto, dada a gravidade da ação, e mais os tempos modernos excessivamente trepidantes, e dadas ainda as condições psicológicas das novas gerações, o "Ordo Missae" deveria facilitar o celebrante a ter presente a intenção necessária para realizar válida e condignamente o ato do Santo Sacrifício.

4. Presença Real. -O Sacrifício da Missa está intimamente ligado à presença real de Jesus Cristo na SS. Eucaristia. Essa é conseqüência daquela. Na transubstanciação opera-se a mudança da substância do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Salvador, e realiza-se o sacrifício. Como conseqüência, permanece no altar a vítima perene. A Hóstia do Sacrifício, que permanece, passado o ato sacrifical. O Novo "Ordo", desde a definição da Missa (n. 7) deixa pairar uma ambiguidade sobre a presença real, mais ou menos confundida com a presença meramente espiritual, na oração de dois ou três congregados no nome de Jesus. Depois, a supressão de quase todas as genuflexões - maneira tradicional de adorar entre os latinos - a ação de graças sentado, a possibilidade de celebração sem a pedra d'ara, em simples mesa, a equiparação do manjar eucarístico com o manjar espiritual, tudo é de molde a obscurecer a fé na Presença real. - A última consideração sobre a equiparação entre o manjar eucarístico e o manjar espiritual, deixa no ar a idéia de que a Presença de Jesus na SS. Eucaristia está no uso, como acontece com a palavra de Deus. E daí a resvalar para o erro dos luteranos não é tão difícil, especialmente numa sociedade pouco dada à reflexão de ordem transcendente. Igual conclusão é favorecida pela função do altar: é ele apenas a mesa, onde não há, normalmente, lugar para o Sacrário, onde habitualmente se conserva a Vítima do Sacrifício. Também a disciplina no sentido de levar os fiéis a comungarem da mesma hóstia que o celebrante, de si, cria a idéia de que, acabado o sacrifício, não há mais lugar para a sagrada reserva. Assim, toda a disposição do Novo “Ordo Missae” não só não afervora a fé na presença real, senão que a diminui.

5. Sacerdócio hierárquico. -Define o Tridentino que Jesus instituiu os apóstolos sacerdotes para que eles e outros sacerdotes, seus sucessores, oferecessem seu Corpo e Sangue (cân, 2, ses. 22). De maneira que a realização do Sacrifício da Missa é ato que exige a consagração sacerdotal. Por outro lado, o mesmo Concílio de Trento condena a tese protestante que faz de todos os cristãos sacerdotes do Novo Testamento. Vê-se, pois que, segundo a fé, só o sacerdote hierárquico é capaz de realizar o Sacrifício da Nova Lei. Esta verdade é diluída no Novo “Ordo Missae”. Neste “Ordo” a Missa é mais do povo do que do sacerdote. É também do sacerdote, porque este faz parte da multidão. Não aparece como o mediador “ex hominibus assumptus in iis quae sunt ad Deum” [tomado dentre os homens para aquelas coisas que se referem a Deus], inferior a Jesus Cristo e superior aos fiéis, como diz S. Roberto Belarmino. Ele não é o juiz que absolve. É simplesmente o irmão que preside.

Outras observações poderíamos fazer que confirmariam o que acima dizemos. Julgamos, no entanto, que as questões apontadas bastam para mostrar que o novo “Ordo Missae” não se ajusta à Teologia da Missa, estabelecida de modo definitivo pelo Concílio de Trento, e por isso, constitui um grave perigo para a pureza da Fé.

Campos, 12 de setembro de 1969.
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Obs. Os grifos em negritos são meus e apenas quis ressaltar alguns pontos muito importantes.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

São Vicente de Paulo

São Vicente de Paulo, por Simon François de Tours

Vicente de Paulo nasceu na cidade de Pouy, na França, aos 24 de abril de 1581. Filho de pobres camponeses, manifestou o desejo e gosto para o estudo. Entrou para o seminário e foi ordenado padre ainda bem novo, com apenas 19 anos de idade.

O início de sua vida sacerdotal foi marcado por muitas dificuldades e desacertos. Inicialmente, estava muito preocupado em ajudar sua família e em conseguir certa estabilidade financeira. Diante de uma série de fracassos, foi amadurecendo e, sobretudo a partir de 1612, se lançou inteiramente no serviço aos pobres.

Em contato com os camponeses, conheceu o estado de abandono religioso e miséria em que viviam as populações do campo. Percebeu que os pobres tinham necessidades urgentes e que, para ser fiel a Cristo, era preciso servi-los. Começou, então, a pregar missões entre os pobres e a organizar diversas organizações de caridade.

Passando a residir em Paris e enfrentando uma época de guerra, confusão política, de grandes problemas sociais e de desorganização da Igreja, Pe. Vicente de Paulo passou a se dedicar inteiramente à evangelização e serviço dos pobres. Para este fim, fundou a Congregação da Missão e a Companhia das Filhas da Caridade. De muitas maneiras e com criatividade, desenvolveu uma intensa ação caritativa e missionária, sempre contando com os padres e irmãos de sua Congregação, com as irmãs de Caridade e com muitos leigos e leigas generosos.

Entendia que o pobre é a imagem de Cristo desfigurado a quem devemos servir. E a Igreja deve estar a seu serviço. Por isso, atuou na reforma da Igreja, sobretudo muito colaborando na reforma do clero.

"Voltemos nossa mente e nosso coração para São Vicente de Paulo, homem de ação e oração, de organização e de imaginação, de comando e de humildade, homem de ontem e de hoje. Que aquele camponês das Landes, convertido pela graça de Deus em gênio da caridade, nos ajude a todos a pôr mais uma vez as mãos no arado – sem olhar para trás – para o único trabalho que importa, o anúncio da Boa Nova aos pobres…João Paulo II
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Visto em:
http://www.pbcm.com.br/quem-foi-sao-vicente-de-paulo/ 

terça-feira, 18 de julho de 2017

São Camilo de Lellis - 18 de Julho

Clique na imagem e leia a história de São Camilo de Lellis

Oração a São Camilo

Senhor, Deus de toda a consolação, 
Pai rico em misericórdia, vós sois Amor. 
Conheceis nossas necessidades e estais presente em nossos sofrimentos. Escolhestes São Camilo para cuidar dos doentes e ensinar como servi-los. Pedimos, por vossa intercessão, o dom da caridade que ilumina, fortalece e leva à plenitude a nossa vida para amar-Vos também em nossos sofrimentos e servir-Vos com amor em nossos irmãos e irmãs doentes. Amém.

domingo, 16 de julho de 2017

Nossa Senhora do Carmo

A ordem dos Carmelitas tem como modelo o profeta Elias e caracteriza-se por uma profunda devoção a Maria. A Sagrada Escritura fala da beleza do Monte Carmelo, onde o profeta Elias defendeu a fé do povo de Israel no Deus vivo e verdadeiro. Carmelo em hebraico significa "vinha do Senhor".

Ali Elias enfrentou os profetas de Baal. Segundo o Livro das Instituições, Elias teve uma visão em que a Virgem lhe apareceu sob a figura de uma pequena nuvem que saía da terra e se dirigia ao Carmelo.

Em 93, os monges construíram sobre o Monte Carmelo uma capela em honra à Virgem Maria. As gerações de monges sucederam-se através dos tempos. Em 1205, o patriarca de Jerusalém deu-lhes uma Regra baseada no trabalho, na meditação das Escrituras, na devoção a Nossa Senhora, na vida contemplativa e mística.

Entretanto, ainda no século XIII, os muçulmanos invadiram a Terra Santa. Os eremitas do Monte Carmelo fugiram para a Europa. Nesta época, tinham como superior geral São Simão Stock. Enquanto rezava, pedindo a Nossa Senhora que fosse a protectora da Ordem dos Carmelitas, recebeu das mãos de Nossa Senhora do Carmo o escapulário: «Eis o privilégio que te dou à ti e a todos os filhos do Carmelo: "todo o que for revestido desse hábito será salvo".» Eis a importância do Escapulário Marrom de Nossa Senhora do Carmo. Para saber mais sobre Nossa Senhora do Carmo e o Escapulário Marrom, clique aqui.

***Oração a Nossa Senhora do Carmo***

Ó Imaculada Virgem Maria do Carmo, dulcíssima Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores e seguro consolo dos atribulados! Escutai, benigna, eu vos suplico, os rogos deste vosso miserável servo e concedei-me, por vossa graça, seja eu do número daqueles que vós amais e bondosamente favoreceis.

Purificai, ó Virgem meu coração de toda a imundície do pecado; afastai de mim tudo o que desagrada aos vossos castíssimos olhos; livrai a minha alma de todo afeto terrestre, inspirando-me amor pelos bens celestiais e eternos; fazei, benigníssima Senhora, que este amor seja meu único afã, o único móvel de todos os meus pensamentos e afetos.

Rogai, agora e sempre, por mim, ó Virgem Sacrosanta! E, mui particularmente, naquele tremendo momento em que estiver próximo a dar conta de todas as minhas obras e de toda minha vida ao justo e severo Juiz dos vivos e dos mortos.

Não me abandoneis, não vos aparteis de mim, ó Virgem gloriosa e bendita, já que com todo o afeto que me é possível, encomendo à vossa piedade e caridade a salvação da minha pobre alma e a pureza do meu miserável corpo.

Defendei-me, Senhora, de todos os males e de todos os perigos deste mundo, e dignai-vos interceder por mim a vosso divino Filho, para que logre eu o perdão de todos os meus pecados, dos quais me arrependo, sinceramente, por ter ofendido com eles a um Deus infinitamente digno de ser amado.

Dai-me, ó doce e carinhosa Mãe, uma verdadeira fé, uma firme esperança e uma caridade ardente, e alcançai-me a graça do Espírito Santo, com a qual possa fazer, sempre e em toda a parte, a sua justíssima e santíssima vontade. Dignai-vos, por vossa piedade e clemência, ó Gloriosa Rainha do Monte Carmelo, preservar-me das provações, da peste, da fome, da guerra e, principalmente, de toda a blasfêmia e de todo o pecado mortal.

Protegei-me, e do mesmo modo a meus parentes, amigos e a todos os fiéis cristãos, contra todos os males espirituais e corporais; e não olvideis o Soberano Pontífice e demais prelados e sacerdotes da Igreja, que tanto têm de lutar contra os inimigos da congregação, redimida por Jesus Cristo, vosso Divino Filho.

Recomendo-vos também, ó Bondosa Senhora, as santas almas do Purgatório; suplicai, intercedei e interponde a vosso todo poderoso Jesus, para que as livre daquelas vingadoras chamas, e colocadas no céu, gozem ali eternamente da glória de vossa companhia e roguem a Deus por mim, infeliz pecador. Amém.

Por S. S. Leão XIII

Concedei-me vossas graças,
Virgem do Carmo, Maria,
pois o santo Escapulário
levo com fé, noite e dia.
__________

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Santa Missa Tridentina em Araguatins, Tocantins, com Padre Ernesto Cardozo.

PROGRAMAÇÃO DA VISITA DO REVMO. PE. ERNESTO CARDOZO À MISSÃO SÃO JORGE DE ARAGUATINS-TO
DATA
Eventos
Horário
Dia 20
Chegada à Imperatriz-MA
15:25 h
Dia 21
Recepção do Revmo. Pe. em Araguatins
manhã
Reunião Mensal do Apostolado da Oração
16:00 h
Santo Terço e confissões
18:00 h
Santo Sacrifício da Missa
19:00 h
Dia 22
Recepção de fitas e reuniões mensais da
Congregação Mariana e da Pia União das Filhas de Maria
16:00 h
Santo Terço e confissões
18:00 h
Santo Sacrifício da Missa
19:00 h
Dia 23
Santos Batismos (e complemento do Santo Batismo) e Primeiras Comunhões
10:30 h
Total Consagração pelo Método de São Luís
16:00 h
Santo Terço e confissões
18:00 h
Santo Sacrifício da Missa
19:00 h
Dia 24


Recepção de fitas e Reunião mensal da Cruzada Eucarística
10:30 h
Santo Terço e confissões
18:00 h
Santo Sacrifício da Missa
19:00 h
Dia 25
Santo Terço e confissões
9:30 h
Santo Sacrifício da Missa
10:30 h
Imperatriz-MA
noite
Dia 26
Imperatriz-MA

Nota: Após as Santas Missas haverão catequeses e nos intervalos dos sacramentos, quando possível, haverão conferências. A programação poderá mudar, portanto fique conectado e acompanhe o blog. Grato.

Endereço da Missão São Jorge:
Araguatins-TO-Brasil
R. Montando Dias, 979.
Informações: sr. Lucas Ferraz
Tel.: (63) 9 948-0204,
E-mail: lucascf20112011@hotmail.com.
Para saber mais informações entre em contato conosco clicando aqui.

Oração a São Boaventura

“Ó bondoso São Boaventura, por uma especial graça de Deus, fostes escolhidos para ser zeloso doutor e pastor da Igreja de Jesus Cristo. Vós sois agradáveis diante de Deus, pela missão de pastor, honrastes e defendestes a Igreja de Jesus, pelo encargo confiado de preparar o segundo concílio de Lyon. Pelo crédito que gozam vossas orações junto de Jesus e Maria, encontrastes no vosso trabalho a expressão generosa da caridade, em favor do bem comum. Soubestes ensinar e vivenciar a caridade, como fundamento da doutrina de Jesus Cristo. Por isso, Deus vos abençoou. Por isso, lembrados de vossas virtudes, vos pedimos que nos alcanceis de Jesus, o Filho de Deus, vivermos unidos a Ele, pela vida em família, no testemunho de vosso trabalho e pela esperança cristã que os vossos sofrimentos cristãmente assumidos, sejam para nós a garantia da ressurreição. A Deus toda honra, glória e louvor. Amém!”

***

Comemoração litúrgica: 14 de Julho
Clique aqui para ler a história de São Boaventura.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Oração do Papa Pio XII a São Pio X

Ó bem-aventurado Pontífice, servo fiel de teu Senhor, discípulo humilde e confiante do divino Mestre, na dor e na alegria, nos trabalhos e nas solicitudes, experimentado Pastor do rebanho de Cristo, volve o teu olhar sobre nós, que estamos prostrados diante dos teus despojos virginais. Difíceis são os tempos em que vivemos; duras as fadigas que eles exigem de nós. A Esposa de Cristo, que já esteve confiada aos teus cuidados, encontra-se de novo em graves angústias. Os seus filhos estão ameaçados por inumeráveis perigos na alma e no corpo. O espírito do mundo, como leão rugindo, caminha ao derredor, procurando a quem possa devorar. Não poucos lhe caem como vítimas. Têm olhos e não veem; têm ouvido e não ouvem. Fecham os olhos à luz da verdade eterna; escutam as vozes de sereias a insinuar mensagens enganosas. Tu, que foste aqui na terra grande suscitador e guia do povo de Deus, sê auxilio e intercessor nosso e de todos os que se confessam seguidores de Cristo. Tu, que tiveste o coração despedaçado quando viste o mundo precipitar-se em luta sanguinolenta, socorre a humanidade, socorre a cristandade, exposta presentemente a perigos semelhantes; obtém da misericórdia divina o dom de uma paz duradoura, e como acréscimo a ela o retorno dos espíritos àquele sentido de verdadeira fraternidade, que somente pode reconduzir para junto dos homens e das nações a justiça e a concórdia desejadas por Deus. Assim seja! 
PIUS P. P. XII

segunda-feira, 10 de julho de 2017

CAMPANHA CALENDÁRIO TRIDENTINO 2018

Este ano, decidimos pedir a sua colaboração para a edição do Calendário 2018. 

Precisamos da contribuição de nossos leitores, em forma de DOAÇÃO GRATUITA ou COM RECOMPENSAS, conforme listado abaixo. 

Não vamos recorrer a sites de crowdfunding (financiamento coletivo) por razões bem simples: (1) não são tão eficazes como parecem, (2) há uma variedade de exigências que, para um apostolado, são mais um obstáculo do que uma ajuda, e (3), o que mais interessa, cobram taxas por isso. 

Como a Editora Missões Cristo Rei é um apostolado sem fins lucrativos, que visa à edição e reedição de obras católicas, não encontramos nenhum site desse tipo que fosse conveniente ao nosso propósito. Por isso, estamos aqui pedindo o vosso dinheiro. Precisamos de vosso patrocínio! 

Participem de nosso projeto, doem o que estiver a vosso alcance para apoiar ao apostolado da Editora Missões Cristo Rei. Vocês podem ajudar também compartilhando este projeto em vossas redes de relacionamento e, se puderem, rezando por nosso trabalho a serviço de Deus. 

Para quem ainda não conhece nosso Calendário, vejam o exemplo do mês de julho de 2017 em PDF: aqui

Preparamos o Calendário com bastante antecedência, pois fazemos uma extensa pesquisa de imagens e uma rigorosa conferência dos dados que estão publicados. De fato, o Calendário é ricamente ilustrado e as imagens podem ser recortadas e emolduradas. O Calendário vem com os santos, domingos e as festas litúrgicas e, quando necessário, uma breve explicação do ano litúrgico. Esse tipo de calendário quase não se encontra mais, porque já não se tem essa preocupação com imagens sacras piedosas e belas, ou em informar os santos e festas no calendário. 

O Calendário 2018 terá o mesmo tamanho do que editamos este ano: 28x41. Mas melhoramos algumas coisas, por exemplo a espessura das capa e das folhas para evitar que os Correios danifiquem o calendário, como fizeram em algumas entregas este ano. O acabamento do wire-o já foi melhorado. O tema ainda é uma surpresa (vamos evitar espionagem industrial!, rs), mas as imagens já estão quase todas escolhidas. É sempre uma dificuldade reduzir as opções para apenas 13 imagens (12 meses mais a capa). 

Ajudem comprando uma recompensa, fazendo umadoação e compartilhando o link desta campanha entre seus contatos, em seu blog/site, em suas redes sociais, nos grupos e contatos do whatsaapp:https://goo.gl/b1PLez. Ajude também com suas oraçõespara que esta campanha seja exitosa. Deus lhes recompense!!! 


RECOMPENSA 1 -ou clique aqui. Apoie este projeto comR$25,00 e receba: 1 Calendário 2018 + uma imagem de Nossa Senhora (*) + agradecimento nas redes sociais (***). O Calendário já deve estar disponível em 1 de novembro de 2017. 


RECOMPENSA 2 - ou clique aqui. Apoie este projeto comR$50 e receba: 1 Calendário 2018 + 1 Terço do Sagrado Coração + uma imagem de Nossa Senhora (*) + agradecimento nas redes sociais (***). O Calendário já deve estar disponível em 1 de novembro de 2017. 


RECOMPENSA 3 -ou clique aqui. Apoie este projeto comR$100 e receba: 1 Calendário 2018 + 1 Terço do Sagrado Coração + uma imagem de Nossa Senhora (*) + 1 livro da Editora à sua escolha (**) + agradecimento nas redes sociais (***). O Calendário já deve estar disponível em 1 de novembro de 2017.


DOAÇÃO de R$500,00 -ou clique aqui. Doe R$500,00para nossa campanha! A sua colaboração é muito importante para este projeto! Doando, você nos ajuda a alcançar nosso objetivo mais rápido!


DOAÇÃO LIVRE - ou clique aqui. Doe um valor à sua escolha. Qualquer ajuda é bem vinda! 

* * *

Se desejarem contatar a Editora para esclarecer dúvidas ou escolher uma das opções abaixo ou até mesmo oferecer outro valor, entre em contato

Viva Cristo Rei! 

Giulia d’Amore 

Os Santos Sete Irmãos, Mártires

Os Santos Sete Irmãos, Mártires
(filhos de Santa Felicidade)
+165 



Em Roma, os santos mártires Félix e Filipe, no cemitério de Priscila; Vital, Marcial e Alexandre, no cemitério dos Jordanos; Silano no cemitério de Máximo e Januário no cemitério de Pretextato. Na sua memória conjunta se alegra a Igreja Romana que, no mesmo dia, glorifica o triunfo de todos eles e se sente protegida com a intercessão de tantos exemplos de santidade.

Os Sete Irmãos, filhos de Santa Felicidade, viveram nos tempos do imperador Antonino e foram presos e mortos todos juntos no ano 165, em Roma. Não se encontram informações muito precisas a respeito, entretanto o fato foi registrado nas "Atas". 

Este não teria sido o único caso de uma mãe que recebeu a pena capital juntamente com os filhos. Há, por exemplo, o caso dos "sete irmãos Macabeus", de que fala a Sagrada Escritura, no capítulo sete do segundo Livro dos Macabeus.

Sobre Felicidade consta ainda que o próprio Papa São Gregório Magno teria encontrado uma gravura mural que representava esta mãe, rodeada por sete jovens, numa das catacumbas de Roma.

A tradição conta que Felicidade era uma rica viúva que foi acusada de ser cristã pelos sacerdotes pagãos junto ao Imperador Antonino. Ficou encarregado do julgamento o Prefeito de Roma, Públio. O interrogatório começou somente com Felicidade, todavia não obteve resultado algum. No dia seguinte, mandou conduzir a mãe e os sete filhos para adorarem os deuses pagãos, mas Felicidade exortou os filhos a que não fraquejassem na Fé. O juiz, então, condenou mãe e filhos à morte. Os filhos sofreram o martírio quatro meses antes da mãe. 

Através das "Atas" é possível saber todos os seus nomes e a forma de martírio de cada um. Nela, eles estão citados como "os sete irmãos mártires": Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial

Januário, após ser açoitado com varas e ter padecido no cárcere, foi morto com flagelos de chumbo. Félix e Filipe foram espancados e mortos a golpes de pau. Silvano foi jogado num precipício. Alexandre, Vidal e Marcial foram decapitados.

Apesar de saberem que sofreriam muito antes de morrer, todos mantiveram a firmeza na Fé e não renegaram o Cristo. 

A última a morrer, por decapitação, foi Felicidade, que sofreu muitas torturas até a execução no dia 23 de novembro. 


A respeito da heróica matrona, assim escreveu S. Pedro Crisólogo: "No meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa".
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Fonte: Pale Ideas.
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A Tradição é linda.

A Tradição é linda.

Palavras de Santo Agostinho

"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."

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