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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Festa de Corpus Christi - Santíssimo Sacramento


A festividade do Corpo de Deus é a solene comemoração da instituição do Santíssimo Sacramento do Altar. Agradecemos e louvamos nesse dia o amor de Jesus pelo dom inefável da Eucaristia. Propriamente é a quinta-feira Santa o dia da instituição, mas a Paixão e Morte do Salvador não permite expansão de alegria.
A Santa Missa de Corpus Christi, composta pelo insigne teólogo e poeta, Santo Tomás de Aquino, é uma explicação das palavras da Sequência - Panis vivus et vitalis - Pão vivo e que dá vida. Dela fazem parte os trechos mais importantes da Sagrada Escritura sobre Eucaristia (Epístola e Evangelho). No Introito agradecemos pelo alimento do Céu, a Eucaristia. Ela é para nós "flor de trigo" e "mel do rochedo", isto é, o Cristo, a lembrança de sua Paixão e de seu Amor (Oração). Celebrando a Santa Missa*, anunciamos a Morte de Cristo. E sob este aspecto, a Eucaristia é um verdadeiro sacrifício (Epístola) e alimento sobrenatural (Gradual, Evangelho), símbolo da união e paz entre os fiéis (Secreta), e penhor da união com Deus (Communio): "Omnes in Christo unum", "Todos somos um só (Corpo Místico) em Jesus Cristo".

*Para esses tempos em que as Santas Missas são escassas, quem não pode participar realiza a solenidade em sua casa, sobre o seu altar particular, com piedade e devoção. Após as leituras completas, fazer a comunhão espiritual e orações para o Santíssimo Sacramento. Não esquecendo do principal que é rezar o Santo Rosário.

INTROITO: CIBAVIT EOS (Sl. 80, 17 - ib.2)

O Senhor os alimentou como flor de trigo, aleluia; e fartou-os com mel de rochedo, aleluia, aleluia, aleluia. Sl. Exultai em Deus, nosso auxílio; glorificai ao Deus de Jacó. V. Glória ao Pai.

Oração
Ó Deus, que neste admirável Sacramento nos deixastes um memorial de vossa Paixão, concedei, Vos pedimos, que de tal sorte veneremos os sagrados Mistérios de vosso Corpo e de vosso Sangue que sempre sintamos em nós o fruto de vossa Redenção. Vós que, sendo Deus, viveis e reinais.

Epístola (1 Cor. 11, 23-29)
Irmãos: Do Senhor eu recebi o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: Tomai e comei: Isto é o meu Corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Igualmente, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo Testamento em meu Sangue, fazei isso todas as vezes que o beberdes em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este Pão e beberdes este cálice, anunciareis a Morte do Senhor, até que Ele venha. Portanto, todo aquele que comer este Pão, e beber este cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e Sangue do Senhor. Examine-se, pois, a si mesmo o homem, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não distinguindo [de outra comida], o Corpo do Senhor.

Gradual (Sl. 144, 15-16)
Os olhos de todos em Vós esperam, Senhor, e Vós lhe dais o alimento a seu tempo. V. Abris a vossa mão e encheis de bênçãos tudo o que tem vida.

Aleluia, aleluia. V. Minha Carne é verdadeiramente comida, e meu Sangue é verdadeiramente bebida; quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue, permanece em mim e eu nele.

Sequência

Lauda Sion*


Louva Sião, o Salvador, louva o guia e pastor com hinos e cânticos.
Tanto quanto possas, ouses tu louvá-lo, porque está acima de todo o louvor e nunca o louvarás condignamente.
É-nos hoje proposto um tema especial de louvor: o pão vivo que dá a vida.
É Ele que na mesa da sagrada ceia foi distribuído aos doze, como na verdade o cremos.
Seja o louvor pleno, retumbante, que ele seja alegre e cheio de brilhante júbilo da alma.
Porque celebramos o dia solene que nos recorda a instituição deste banquete.
Na mesa do novo Rei, a páscoa da nova lei põe fim à páscoa antiga.
O rito novo rejeita o velho, a realidade dissipa as sombras como o dia dissipa a noite.
O que o Senhor fez na Ceia, nos mandou fazê-lo em memória sua.
E nós, instruídos por suas ordens sagradas, consagramos o pão e o vinho em hóstia de salvação.
É dogma de fé para os cristãos que o pão se converte na carne e o vinho no sangue do Salvador.
O que não compreende nem vês, uma Fé vigorosa te assegura, elevando-te acima da ordem natural.
Debaixo de espécies diferentes, aparências e não realidades, ocultam-se realidades sublimes.
A carne é alimento e o sangue é bebida; todavia debaixo de cada uma das espécies Cristo está totalmente.
E quem o recebe não o parte nem divide, mas recebe-o todo inteiro.
Quer o recebam mil, quer um só, todos recebem o mesmo, nem recebendo-o podem consumi-lo.
Recebem-no os bons e os maus igualmente, todos recebem o mesmo, porém com efeitos diversos: os bons para a vida e os maus para a morte.
Morte para os maus e vida para os bons: vede como são diferentes os efeitos que produz o mesmo alimento.
Quando a hóstia é dividida não vaciles, mas recorda que o Senhor encontra-se todo debaixo do fragmento, quanto na hóstia inteira.
Nenhuma divisão pode violar as substâncias: apenas os sinais do pão, que vês com os olhos da carne, foram divididos! Nem o estado, nem as dimensões do Corpo de Cristo são alteradas.
Eis o pão dos Anjos que se torna alimento dos peregrinos: verdadeiramente é o pão dos filhos de Deus que não deve ser lançado aos cães.
As figuras o simbolizam: é Isaac que se imola, o cordeiro que se destina à Páscoa, o maná dado a nossos pais.
Bom Pastor, pão verdadeiro, de nós tende piedade. Sustentai-nos, defendei-nos, fazei-nos na terra dos vivos contemplar o Bem supremo.
Ó Vós que tudo o sabeis e tudo o podeis, que nos alimentais nesta vida mortal, admiti-nos no Céu, à vossa mesa e fazei-nos co-herdeiros na companhia dos que habitam a cidade santa.
Amém. Aleluia.

Evangelho (S. João 6,56-59)
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente. Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum. - Credo

Ofertório (Levit. 21, 6)
Os sacerdotes do Senhor oferecem a Deus incenso e pães; eis porque devem ser santos diante de Deus e não profanarão o seu Nome, aleluia.

Secreta
Senhor, Vos suplicamos, concedei, benignamente, à vossa Igreja os dons da união e da paz, que misticamente estão representados nestas oferenda. Por N. S.

Communio (1 Cor. 11, 26-27)
Todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Portanto, todo aquele que indignamente comer o pão ou beber o cálice do Senhor, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor, aleluia.

Postcommunio
Fazei, Senhor, Vos Suplicamos, que cheguemos ao gozo eterno de vossa Divindade, prefigurado neste mundo pela recepção temporal de vosso Corpo e vosso Sangue preciosíssimo. Vós que, sendo Deus, viveis e reinais.

__________
Missal Quotidiano - Dom Beda - 1959
*Laudo Sion não é o que contém no Missal. Este foi copiado do site do Arautos do Evangelho.

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"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."

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