Translate

Procure no blog

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Oração dos meninos pelos meninos do Purgatório


Dulcíssimo Redentor Jesus Cristo que durante a vossa vida mostrastes tanto amor pelos meninos, eis-nos aqui na vossa divina presença. Somos meninos como aqueles, e também abençoados por Vós. Nós Vos pedimos instantemente que abrais as portas do Céu aos nossos irmãos e irmãs que estão gemendo no lugar de sofrimento e expiação. Concedi-nos que eles depois nos protejam também a nós, aos nossos pais e ao nosso Pai comum, o Santo Padre em Roma. Oh Santa Virgem, nossa boa Mãe, rogai por nós e pelos meninos que sofrem no Purgatório.

Rezar uma Ave Maria.

(100 dias de Indulgência)

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Da Murmuração e da Calúnia

Detalhe da pintura "The Secret", de Elsa Mora.

Murmurar é descobrir sem necessidade as faltas ou vícios do próximo.
Sem necessidade, dizemos, nem para bem público, nem para bem particular, porquanto toma-se às vezes preciso divulgar certos males, ainda com prejuízo e desonra de quem os fez, v. g. (por exemplo), declarando-os aos pais, mestres ou mais superiores, para que ponham o cobro aos desmandos dos seus inferiores e preservem os mais do contágio e outros prejuízos iminentes. Fora esses casos excepcionais, lembremo-nos que nem todas as verdades se dizem.

Caluniar é imputar ao próximo defeitos ou culpas que não tem.
Inventa pois o caluniador perverso e propala falsidades contra a honra do próximo, a quem rouba cruelmente a fama, que é dos bens o mais precioso: crime pois mais odioso que o precedente, já que fere a um tempo a verdade, a caridade e a própria justiça.

Tanto este como aquele pecado da língua designa-se com o nome de Detração.
A Detração, em geral, é a difamação injusta do próximo ausente, por palavras ou sinais.
Arranca ou rasga o detrator a honra alheia, tira-lhe a seu irmão a fama ou a reputação, difama-o.

Para bem avaliar a gravidade deste pecado, é preciso levar em conta várias circunstâncias:

1- A qualidade do detrator, a posição social, o conceito de que goza de inteligente e criterioso, agravam notavelmente a ferida e o prejuízo;
2- A qualidade do ofendido, se for pessoa de consideração, um sacerdote, um Preado, um magistrado, que será feito da sua autoridade e do respeito que merece? Se for um negociante, não ficará desacreditado e seu comércio arruinado? Como achará emprego o criado, o operário assim difamado? Como achará arranjo uma pobre moça com nome já mareado?
3- O objeto ou matéria da detração pode ser de maior ou menor importância, mais ou menos secreto e oculto o mal que a vítima se assaca. 
4- O número e qualidade dos ouvintes.
5- Os inconvenientes as consequências, ora mais, ora menos funestas.
6- A paixão e maldade com que se perpreta o atentado. Muitos são os modos por que os detratores ofendem a fama do próximo:
- Uns inventam e atribuem a outrem mal que não fez; são estes propriamente os caluniadores, execrados de Deus e dos homens, Imponens.
- Outros exageram o mal, Augens.
- Outros, e é este o caso mais frequente, revelam misérias secretas dos particulares ou das famílias, as vezes até em público raso, muitas vezes segredando ao ouvido duma ou outra pessoa: "Sabe você o que dizem de fulano, de fulana... Fulana não é feliz com o marido, triste casal; ...a moça fulana, dizem que é bastante leviana com fulano; ...e que tal a ladroeira de fulano? ...a fulano andam-lhe mal os negócios... Olhe você que é segredo, a mais ninguém o digo!
Ah! segredo, e por que não o guarda? assim me entregaria se de si se tratasse?
Que comichão de falar... oh faísca bastante para incendiar uma vasta floresta! Malditos mexericos, malditos mexeriqueiros que acendem inimizades e as ateiam, referindo a uns e outros o que pode provocar desuniões e rancores quase irremediáveis! Manifestans.
- Difama-se ao próximo deitando-lhe as ações a mal, atribuindo-lhes más intenções em seus atos, ora indiferentes, ora até louváveis. - Ah! coração perverso, mede aos mais pela sua vara; maus seus olhos veem mal em tudo.
Guarde lá para si suas interpretações malignas, que, voltando-se o feitiço contra o feiticeiro, perde a própria fama, e ninguém lhe acreditará nas boas intenções, já que aos mais as nega. In mala vertens.
- Tira-se a honra do próximo negando o bem que outros dizem dele. Ainda que não seja verdade o que se diz em louvor duma pessoa, que tem como isto o detrator. Qui negat.
- Com a mesma injustiça diminui-se o elogio do próximo, ou se torna duvidoso o bem que lhe é atribuído. A quem louva uma bela ação, o bom procedimento, a generosidade, o zelo, o trabalho, a caridade, a fortuna, o comércio, os sucessos dum ausente, responde o murmurador: "Ora, que não há tanto assim... Nem tudo que é luz é ouro!... Não há medir o alcance destruidor dessas e quejandas restrições. Qui minuit.
- Os mesmos danados fins conseguem outros só com o calar-se; que há silêncio calculado e maldoso mais eloquente que as palavras. Estão a dizer mal de alguém, vós poderíeis defende-lo; em o não fazendo, cooperais a degolação desta inocente vítima. 
- O louvor frouxamente pode ser, às vezes, venenosa maledicência. Ao louvar-se alguém à vista de outro, acode este com um sim tão seco, em tom de frieza, de indiferença e de constrangimento como de quem o solta  contra sua opinião; tanto faz, como dizer que coisas sabe que desabonam o mérito da pessoa louvada, e é quanto basta para tudo eclipsar.
Outra manha do detrator: começa ele próprio com os encômios do ausente e, de repente: Mas! muito homem de bem... muito boa mulher... moça muito trabalhadeira... etc., ...mas! Funesto mas! Murmuração tremenda! Disse muito uma palavra, um monossílabo, disse demais! ai! que foi isto enfeitar a vítima para a degolar! Laudatque remissè.
Importa notar que para o crime de detração coopera também quem assiste e escuta, que não houvera murmuradores, se não encontrassem ouvidos para atende-los.
Assim verifica-se o dizer dos Doutores que é de três pontas a língua do murmurador, e fere três vítimas a um tempo: quem fala, com quem fala e de quem se fala.
Entenda-se porém esta doutrina da participação voluntária, que não incorre em tão funesta cumplicidade quem, em não podendo tapar a boca maldizente ou tomar formalmente as dores do paciente, encerra-se em significativo silêncio de tristeza, de contrariedade, de distração, que basta quase sempre o rosto triste para deter a língua do maldizente, como dissipa o vento do Aquilão as chuvas (Pv c. XXV).
Pior se torna e muito mais funesta e mais irremediável a detração quando perpretada por escrito, e que será pela imprensa! Multiplicam-se então os cúmplices no infinito: escritores, impressores, vendedores e leitores sem conta possível, cercam a pobre vítima como vespas peçonhentas, ou antes como assassinos implacáveis, de quem não pode escapar.
Urge-lhe aos detratores de qualquer denominação a obrigação indeclinável de ressarcir o prejuízo que causaram ao próximo, obrigação de justiça, qual a de restituir o que se roubou: Redde quod debes. Repõe o que me tirastes, pode clamar a vítima do detrator; r, e créditoubaste-me a honra, a reputação e crédito, o negócio, a posição; repõe-me isso tudo, que o reclamo em nome da razão, da religião, da justiça e da caridade. [Ou ao seu dono!]

Assim quiseras para ti, assim fazes para os outros, senão, ouve a sentença de Santo Agostinho que é da justiça divina: Non remittitur peccatum nisi restituatur ablatum.

Mas como fazer tão reparação?

Na medida do possível:
1- Em sendo calúnia que assacastes ao vosso irmão, cumpre desdizer-vos e declarar que foi falsidade que dissestes, ainda que desta arte  vos venha o nome de mentiroso, de falsário talvez, porquanto tem direito à sua fama o próximo, nem que seja à custa da vossa. Quem vos mandou difamá-lo? Expiai vossa maldade.
2- Quando se trata de murmuração, isso é de revelação injusta de mal verdadeiro, não há retratar o dito, que seria mentir, e então? Procurai, por todos os meios, em vosso poder, atalhar o mal, rogando aos que vos ouviram a murmuração a não propalem, em vista da injustiça, que cometestes; fazei por atenuar as outras consequências, compensar os prejuízos, talvez as ruins originadas do vosso pecado. 

Ah que bem disse o Sábio: Aquele que guarda a sua boca, e a sua língua, guarda a sua alma de grandes apertos (Pv XXI).

Ponde Senhor, uma guarda à minha boca, e aos meus lábios uma porta que os preserve (Sl CXL).

__________
Excerto do Goffiné, 1910, 7ª edição. P. 593-597.

domingo, 17 de dezembro de 2017

São João De Matha, Fundador da Ordem Trinitária

São João De Matha usando o hábito dos Trinitários. A Cruz é formada por um traço vertical vermelho que representa o Espírito Santo e outro horizontal azul que representa o Filho. O fundo branco representa Deus.

***

Hoje, 17 de Dezembro, comemora-se a festa de São João De Matha, fundador da Ordem dos Trinitários, junto com seu grande amigo São Félix de Valois.

Eu quis pesquisar e compartilhar com os leitores sobre esse santo porque muito me cativou sua história, junto com a de São Felix, e também a história impressionante da criação da Ordem dos Trinitários. Tem todo um contexto histórico.

Resumidamente a Ordem dos Trinitários foi fundada para salvar cristãos que eram capturados e escravizados por mouros (muçulmanos), durante as Cruzadas. Conta-se que muitos mouros foram convertidos pelas prédicas dos Santos fundadores. A ordem foi aprovada em 1198 pelo Papa Inocêncio III.

Nesses tempos hodiernos, onde vemos absurdamente a islamização de várias nações que outrora foram gloriosamente cristãs, é muito válido invocar a proteção destes dois santos: João De Matha e Félix de Valois. Precisamos restaurar todas as coisas em Cristo, Nosso Senhor e Salvador. Façamos a nossa parte no que nos for possível. 

***

A história de São João De Matha

Os documentos do século XII o chamam “João de Provença”. Nasceu no povoado de Faucon (Barcelonette), no Sul da França, em 1154. Pertenceu à nobre família “De Matha” e foi educado conforme as exigências de sua categoria.

Aos 14 anos foi enviado a Paris, principal centro da vida política, religiosa e cultural de seu tempo. Ali se matriculou como aluno da Escola da catedral de Nossa Senhora de Paris. Entre seus mestres encontramos o famoso Prevostino.

Conseguiu o título de “Mestre em Teologia”. “Buscava incessantemente a vontade de Deus”. Não se realizava lecionando. Para ele, a Teologia era vida e compromisso. Estando nesta busca, descobriu o chamado do Senhor que o convidava a dedicar toda sua vida ao serviço dos irmãos mais necessitados.

Decidiu se tornar sacerdote. Comunicou sua decisão ao bispo de Paris, Maurício de Sully. Conhecendo a qualidade espiritual de João de Matha, o prelado consentiu imediatamente ao seu desejo. No dia 28 de janeiro de 1193, celebrou sua primeira Missa, na qual estiveram presentes o bispo de Paris, o abade de São Vítor e seu Mestre Prevostino.

Aquele seria o encontro com Deus que transformaria sua vida. No momento da consagração, tendo suplicado ao Senhor que lhe manifestasse a ordem religiosa que deveria abraçar, “viu a Majestade de Deus e a Cristo que sustentava com suas mãos dois cativos acorrentados pelos pés. O da esquerda era negro e deforme, e o da direita branco e pálido. Este era cristão e aquele outro muçulmano”. Era a resposta do Senhor.

Desde aquele momento, sua vida futura se tornou completamente entregue ao serviço do resgate de cativos e às obras de misericórdia em favor dos menos favorecidos, para a glória da Santa Trindade.

João de Matha se perguntava: Como realizar este projeto?

Retirou-se, então, ao silêncio de Cerfroid, a uns 70 quilômetros de Paris, para, com a ajuda dos santos eremitas que residiam naquele lugar, à frente dos quais estava São Félix de Valois, recolher o espírito e elaborar um plano de ação. Esses eremitas acolheram com entusiasmo seu projeto e, para colaborarem com ele, ofereceram-se a si mesmos e seus bens. Sua experiência fundacional durou quatro anos. Deixou expresso o fruto deste tempo de deserto na Regra que submeterá ao parecer e à aprovação da Igreja. Estamos já em 1198. O grande pontífice que governava a Igreja neste período era Inocêncio III. Este papa foi considerado eminente por sua inteligência, versado no Direito e na Lei do Senhor. Procedia com reta consciência em seu cargo.

João de Matha, acompanhado pelo seu companheiro e principal colaborador São Félix de Valois, se dirigiu a Roma. Encontraram a Inocêncio III no Palácio do Latrão. Expuseram-lhe seu projeto e pediram-lhe sua aprovação e proteção. O papa muito bem conhecia a condição dos cativos cristãos: sofrimentos sem fim, perigo de perder sua fé, ausência de suas famílias... A iniciativa de João e Félix lhe agradou, mas sua prudência lhe indicava que deveria buscar mais informações na igreja local de onde procediam os dois Fundadores. Era o mês de maio de 1198.

Retornaram a Cerfroid com as ordens do Santo Padre. Recolheram todas as informações requeridas. No mês de dezembro do mesmo ano, voltaram a Roma. Agora o papa aprovará definitivamente a nova Ordem com a bula Operante divinae dispositionis, de 17 de dezembro de 1198.

A partir de agora, inicia para João de Matha uma nova etapa de atividade fundadora, redentora e caritativa. Começará pelo Sul da França, passará logo à Espanha, ao Marrocos, e por fim a Roma, onde servirão aos pobres e enfermos no hospital de São Tomé in Formis, no monte Célio. Passará os últimos quatro anos de sua vida em Roma, desde o ano 1209 até 1213.

A primeira redenção se realizou em 1199. Foi com cartas de recomendação de Inocêncio III. Apresentou-se, em plano de paz, diante de Miramamolín, sultão do Marrocos. Conseguiu resgatar cem cativos cristãos.

Em Roma, sobre a entrada principal do hospital fez que se representasse, num mosaico artístico, a revelação que transformou sua vida e que inspirou a vida de seus filhos e filhas: o brasão da Ordem da Santíssima Trindade e dos Cativos.

Em 17 de dezembro de 1213, entregou sua formosa alma ao Senhor. Até hoje, todos os dias 17 de dezembro, seus filhos e filhas celebram a sua glória.

***

Oração a São João De Matha:

Ó glorioso Patriarca São João de Matha, enquanto bendizemos o Senhor que tanto vos preferiu e glorificou, veneramos em vós o servo humilde e fiel colocado por Ele em seu candelabro para iluminar o mundo com a vossa sublime doutrina e ardentíssima caridade, e que escolhido a ser o fundador da bendita Ordem da Santíssima Trindade pela redenção dos cativos, fecundastes a Igreja de novos filhos e filhas, oferecendo, assim, inúmeros benfeitores à humanidade sofredora e numerosos cidadãos ao céu. Nós rendemos graças ao Altíssimo, que vos recompensou generosamente ornando-vos de imensa glória no céu e, ao mesmo tempo, pedimos que, pelos vossos méritos e mediante a vossa poderosa intercessão, nos conceda a graça de imitar-vos naquelas virtudes que vos tornaram admirável aos anjos e aos homens. Olhai, ó grande Santo, para nós, vossos filhos e devotos, e concedei-nos viva fé, firme esperança e ardente amor para com Deus, para que, fiéis como vós em servi-lo e amá-lo aqui na terra, possamos convosco gozá-lo eternamente no santo paraíso. Amém.

Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Todos os Santos da Ordem Seráfica


Dia 29 de novembro comemora-se todos os santos da ordem seráfica.



A Ordem Seráfica foi em todos os tempos lugar de santidade: esta é a razão de sua vitalidade espiritual que faz com que ela floresça. Seus filhos Santos, quer na primeira, segunda e terceira Ordem, pertencem a todas as classes sociais e de todos os povos.

Entre estes há mártires, médicos, padres, irmãos religiosos, leigos, virgens, santas mulheres ... Uma enorme multidão que se reuniu em torno do Poverello de Assis.

A Festa de Todos os Santos da Ordem Franciscana é comemorado neste dia, porque em 29 novembro de 1223, o papa Honório III confirmou solenemente a Regra de são Francisco, já verbalmente aprovada em 1209 pelo Papa Inocêncio III. A regra original é preservada entre as relíquias, na Basílica de São Francisco de Assis.

Na passagem para o Terceiro Milênio, a Ordem Franciscana contava com: Santos canonizados da primeira ordem, 110; Santas canonizadas da segunda ordem, 9; Santos e Santas canonizados da terceira ordem regular e secular, 53; Religiosos da primeira ordem beatificados, 161; Religiosas da segunda ordem beatificadas, 34; da terceira ordem regular e secular, 95 beatificados. Total de membros das ordens franciscanas canonizados e beatificados, no fim do milênio, 482.

E graças à vitalidade evangélica de Francisco, esta lista não para de crescer!

Aprendemos a preferir as coisas humildes


'Apologia pauperum' de São Boaventura.
(Cap. 3 , nn 8-10 -. Quaracchi , VIII , 246-247)

Nosso Salvador quando ele diz: 'Bem-aventurados os pobres em espírito' nos convida a perfeita renúncia das coisas temporais, então, quando ele diz: 'Bem-aventurados os mansos', exorta-nos a abnegação da vontade própria e da negação das atrações dos sentidos, nós tornar violento e descarado. Ele acrescentou: 'Bem-aventurados os que choram', nos encoraja a fugir para sempre os prazeres da carne, e, ainda, com as palavras: 'Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça' e 'Bem-aventurados os misericordiosos', quer a nossa alma aprende a resistência à direita, santo e dispostos da seguinte.

A estes acrescenta as bem-aventuranças: 'Bem-aventurados os puros de coração' e 'Bem-aventurados os que promovem a paz', o que nos chama mais elevada, a tomar medidas que dão clareza para a mente e trazer a paz ao coração, fazendo com que o sangue se torne compatível para a Jerusalém celeste, cujo nome significa 'visão de paz'. Finalmente, com as palavras: 'Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus' temos o círculo quase completo, de volta para o que havia dito no início: na verdade, esta bem-aventurança e estão resumidas a resumidos todos os outros.

Para confirmar isso, há o testemunho de Francisco, patriarca dos pobres, que no início da sua Regra propõe os três pilares da vida religiosa: 'A Regra dos Frades Menores é colocar em prática o Santo Evangelho de Jesus Cristo, vivendo em obediência, pobreza e castidade. E, em seguida, recomenda três outras coisas, de uma forma que complementar e suplementar o anterior: 'os frades devem desejar mais do que qualquer coisa para possuir o espírito do Senhor e de agir de acordo com a Sua santa vontade, que deve ser capaz de orar a Deus com um coração puro e possuir a humildade e a paciência nas aflições e doenças, o que deve ter um carinho especial por aqueles que nos perseguem, nos desprezam e nos insultam'.

Com esta admoestação, Francisco propõe em primeiro lugar a elevação de todo o ato em Deus, então recomenda a aceitação alegre de todas as tribulações e a caridade requintado e prático para com o próximo.

Foi algo digno de que Cristo, na visão seráfica, imprimisse seus estigmas, como um selo de autenticidade e de confirmação, carne santa deste pobre homem, que observou e ensinado na perfeição evangélica mais genuíno, de modo que na neblina perigoso dos últimos tempos, desde que haja um sinal claro de que iluminar o caminho da perfeição. Desde que, no entanto, que nós aprendemos a não querer o que dá honra e prestígio, mas a preferir coisas humilde e escondido.
________

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Nossa Senhora de Walsingham

O santuário nacional de Nossa Senhora, para os ingleses, é o de Walsingham, ponto central da veneração de Maria Santíssima na Ilha. 

Sua história está intimamente ligada à da Igreja Católica na Inglaterra. 

O que deu origem ao título e à veneração de Nossa Senhora de Walsingham foi uma visão que teve Richeldis de Faverches. 

A esta senhora, apareceu a Mãe de Deus conduzindo-a em espírito a sua casinha de Nazaré, perto da qual lhe recomendou que tomasse as medidas exatas de sua casa, para que pudesse ser edificada em Walsingham uma casa semelhante. 

Mas só depois que a aparição se repetiu três vezes, Richeldis começou alegremente a dar cumprimento ao desejo de Nossa Senhora. 

Segundo John Belland, pesquisador do século XVI, esses acontecimentos se deram no ano de 1061.

O filho de Richeldis, Geoffrey de Faverches, deixou como seu substituto, antes de sua peregrinação à Terra Santa, o capelão Edvoy, dando-lhe a incumbência de erigir um convento em suas terras e confiar a “Santa Casa” à proteção de uma ordem
religiosa. A essa ordem seria também conferido o padroado da igreja de Todos os Santos.

Essas incumbências foram ratificadas por Richard de Clare, duque de Gloucester, sucessor de Geoffrey. De 1146 a 1174, encarregaram-se do convento os cônegos agostinianos, que ficaram sendo também os guardas da “Santa Casa” até a destruição do convento e a proibição das peregrinações na Inglaterra.

Diz a tradição que, quando Richeldis tratou de começar a construção da “Santa Casa” viu, certa manhã, com espanto, olhando para um prado, dois pedações planos de terreno misteriosamente não atingidos pelo orvalho, e esses dois planos correspondiam exatamente às dimensões dos alicerces da casa de Nazaré que Richeldis havia medido em sua visão. 

Entretanto, quando ela fazia começar a construção num daqueles lugares assinalados, que ficavam na proximidade de duas fontes, sobrevinham singulares acontecimentos que estorvavam ou retardavam os trabalhos iniciados. Tudo falhava, e ninguém mais acreditava que a capela fosse algum dia acabada.

Mas Richeldis voltou-se aflita para a Mãe de Deus, pedindo-lhe auxílio e proteção para sua obra, e eis que, na madrugada de uma noite de oração fervorosa e confiante, seu pedido é satisfeito de modo maravilhoso: Richeldis encontra o santuário (a “Santa Casa”) muito bem construído a 200 pés de distância do lugar em que tinham começado a construí-lo.

A esse grande milagre uniram-se muitas curas maravilhosas e o livramento dos mais variados perigos e necessidades.

A fama de Walsingham como lugar de graças extraordinárias espalhou-se rapidamente, e começaram a afluir peregrinos de toda parte. Ao longo das estradas por onde passavam as peregrinações, foram erigidas de espaço a espaço capelas e outros lugares de oração. Duas capelas ainda existem: uma fica em King’s Lynn e é denominada Capela de Nossa Senhora da Colina Vermelha. A outra, situada em Honghton-in-the-Dale, é dedicada a Santa Catarina de Alexandria e conhecida por “Capela dos chinelos”, porque aí os peregrinos
tiravam os sapatos, continuando o trajeto descalços.

Já muito antes da extinção deste lugar de culto católico por ordem do Cromwell, no ano de 1538, tinha começado o calvário de Walsingham, depois de ter o culto católico florescido durante três séculos naquele lugar bendito.

Mais ou menos trezentos anos depois da destruição da imagem milagrosa de Walsingham, começou o movimento de Oxford, que visava ao reflorescimento da fé católica na ilha. 

Com esse movimento, foi renascendo pouco a pouco a veneração da Santíssima Virgem Maria. Com esse objetivo, uniram-se os veneradores de Nossa Senhora em 1848; em 1880 nasceu a Confraria das Filhas de Maria; em 1904, a Liga de Nossa Senhora, e nos anos seguintes muitas outras organizações semelhantes.

Em 1921, resolveram mandar fazer uma cópia da antiga imagem, e, como a antiga capela estava ainda como a tinham deixado depois da pilhagem, colocaram a imagem na igreja paroquial.

Poucos anos depois, a necessidade de aumentar a igreja fez reconstruírem a “Santa Casa” segundo o modelo e o tamanho da primitiva, encerrando-a, porém, numa construção maior.

Nossa Senhora de Walsingham é o título de Nossa Senhora mais amado e invocado na Inglaterra, sendo inúmeras as graças concedidas pela Mãe de Deus aos fiéis devotos, bem como as conversões e curas milagrosas.
__________
Fonte: https://gloria.tv/article/4rJ7buBqQkdq2ZTPPpqYZ1vJ6

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

São Félix de Valois


Origens

Félix nasceu em Paris, no ano 1127. Ele era nada menos que um príncipe da família real de Valois, na França. Como tal, tinha sempre à sua disposição todos os luxos e comodidades que a realeza oferecia. Porém, seu espírito era caridoso e despojado de vaidades. Desde menino manifestou vocação para o sacerdócio. Além disso, ainda criança, preocupava-se com os pobres e, sempre que podia, ajudava os necessitados.

Despojamento

Félix tinha uma enorme fortuna pessoal, como príncipe. Porém, sempre que podia, dava dinheiro e outros bens aos pobres. Frequentemente privava-se do próprio alimento para socorrer aos famintos. Ainda jovem, atendeu ao chamado de Cristo para o sacerdócio. Estudou para isso e, no tempo certo, foi ordenado padre. Ao receber a ordenação, renunciou a todos os títulos de nobreza que possuía, bem como a todos os seus direitos de príncipe. Depois, foi viver uma vida de eremita, na solidão e na humildade, dedicando sua vida totalmente a Deus. Porém, Deus tinha outros planos para a sua vida.

Um amigo, novos rumos

Um doutor e padre chamado João da Mata, amigo de Félix, procurou-o com a intenção de viver como ele. Félix, sabendo do alto grau de instrução e espiritualidade do amigo, acolheu-o como companheiro. Ali, os dois viveram por três anos. Ambos aprenderam muito, juntando a santidade de Félix e a cultura e inteligência prática do padre João da Mata.

Ameaça constante

Naquela época, inúmeros grupos de piratas aterrorizavam a região do mar Mediterrâneo. Assaltavam navios e regiões da Europa. Invadiam cidades portuárias e causavam o terror. Tratavam-se de turcos muçulmanos, grandes inimigos da fé cristã. Por isso, matavam, roubavam, saqueavam e levavam cristãos que sobreviviam para servirem de escravos.

Missão nesse mundo tenebroso

Carto dia, Félix e João caçavam nos bosques da região de Cerfroi, em áreas retiradas. Então, os dois tiveram a mesma e idêntica visão sobrenatural. Na visão, Deus os chamava para empreender uma luta para libertar dos cristãos que tinham sido escravizados pelos muçulmanos. Tal luta se daria através da criação de uma Ordem religiosa com esta finalidade. Sem medo dos riscos que tal missão comportaria, Félix e João obedeceram e começaram a Obra imediatamente.

Confirmação divina

Félix e João da Mata viajaram para a cidade de Roma com o fim de contar ao Papa Inocêncio III sobre a visão e pedir a autorização da Igreja para fundar a Ordem. Como sinal de deus, o próprio Papa tinha tido a mesma visão. Por isso, reconheceu naqueles dois padres os mais indicados para iniciarem tal missão. Consequentemente, aprovou e deu todo suporte necessário para a fundação da Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cristãos. Ela ficou conhecida também como Ordem dos Padres Trinitários.

Formação de salvadores

O primeiro convento da Ordem foi construído em Cerfroi, no local exato da visão divina. Enquanto João da Mata cuidou da organização da Ordem e do estabelecimento de suas ações apostólicas, Félix trabalhou na formação de todos os membros, que aumentavam em número mais e mais, atraídos que eram pela santidade de São Félix.

Libertação de escravos cristãos

A luta que a Ordem dos Trinitários enfrentou foi tenebrosa, porém, de maneira surpreendente e rápida, recuperaram a liberdade de muitos cristãos que tinham sido escravizados. Vários padres da Ordem chegavam a se oferecer como escravos para conseguirem libertar e resgatar irmãos escravizados. Dessa forma, cumpria-se outra profecia de Félix: a de que os padres dessa Ordem seriam submetidos a vexames, sofrimentos e perseguições para conseguirem a liberdade e a recuperação da dignidade de cada cristão escravizado.

Morte

São Felix de Valois faleceu no ano de 1212, no primeiro convento que ele fundou em Cerfroi.

Sua beatificação foi celebrada em 1666 e a canonização no fim do século XVII. Sua festa foi instituída para o dia de sua morte, 20 de novembro.

Oração a São Felix de Valois

“Ó glorioso Patriarca São Félix de Valois, exultamos de alegria neste dia em contemplar a vossa grande alma como um jardim delicioso, sempre perfumado das mais belas flores de virtude, um céu claríssimo jamais obscurecido pelo pecado, o templo vivo do Espírito Santo. Vós sois o exemplo que Deus nos propôs a seguir, o exemplo pelo qual devemos modelar-nos, a fonte onde obtemos o vigor para vencer os ataques furiosos do inimigo infernal. Se, porém, até hoje, estivemos em condição muito diferente da vossa, agora pedimos firmemente, com o auxílio da graça divina e mediante a vossa poderosa intercessão, de podermos abraçar a virtude, de fugirmos corajosamente do pecado, de dedicarmo-nos completamente a promover a glória da Santíssima Trindade, dispostos a oferecer nossa vida, se necessário, pelo bem espiritual e temporal de nosso próximo, a fim de que, seguindo fielmente o vosso exemplo aqui na terra, possamos chegar ao céu para cantar eternamente os louvores ao Deus Uno e Trino. Amém.”

Pai Nosso... Ave Maria... Glória...
__________
Fonte: http://cruzterrasanta.com.br/historia-de-sao-felix-de-valois/405/102/#c

sábado, 18 de novembro de 2017

A história da Mater Admirabilis



A história da Mater Admirabilis

Para iniciar, preciso primeiro comentar que foi meramente por acaso que deparei-me com a figura realmente admirável da Mater Admirabilis. Estava eu fazendo uma das coisas que mais gosto na internet, que é pesquisar imagens, pinturas e gravuras, quando percebi essa representação encantadora e impactante da Virgem Maria. E é justamente pelo adjetivo impactante que Nossa Senhora recebe o título de Mater Admirabilis. 

Quem reza a Ladainha de Nossa Senhora sabe que honramos a Virgem Maria com esse título de Mater Admirabilis, mas já se perguntou de onde ele vem? É óbvio que todos os muitos títulos de Nossa Senhora tem uma história belíssima por trás. Quem sabe não podemos conhecer cada um deles de forma separada? Já deixo essa ideia no ar. É maravilhoso conhecer as histórias relacionadas à Mãe de Deus, porque, puramente, nos enchem de admiração. Bom, pelo menos a mim. Mas bem, sigamos à história.

Tudo começou na primeira metade do século XIX, mais precisamente no ano de 1844. No convento da Igreja da Santíssima Trindade (Santissima Trinità dei Monti), em Roma, funcionava então a Ordem do Sagrado Coração de Jesus, que estava prestes a comemorar um século de serviço nesta igreja. Havia ali uma noviça jovem e francesa chamada Pauline Perdrau.

Esta jovem noviça sentiu um desejo que veio do fundo do coração, de trazer para o convento a Santíssima Virgem e, a partir dessa inspiração, surgiu a ideia de pintar Nossa Senhora numa das paredes do convento. 

Pauline um dia, durante as atividades cotidianas com as irmãs, no convento, exclamou: “Ah, se a Santíssima Virgem se dignasse Ela mesma a vir presidir as nossas recreações!”.

Pauline era de uma região da França muito católica, chamada Vendée, onde, desde cedo, as mulheres aprendiam a arte de costurar (com roca e fuso). A postulante recordava que sua avó Jaqueline, uma senhora muito católica, quando via Pauline reclamar de enfado com a atividade de coser, costumava dizer: “Vamos, vamos, venha comigo ao Templo de Jerusalém. Lá encontraremos a Virgem Maria tão jovem quanto você, girando e girando (a roca) sem descansar...!”

E Pauline sempre imaginava a Virgem Pobrezinha, a Virgem Silenciosa e laboriosa, rodeada de estrelas, girando e girando... e então redobrava suas forças e a avó Jaqueline lhe premiava com sorrisos. Pauline retomava suas forças somente por pensar em Maria, que também cosia.

De repente Pauline não é mais criança e já é postulante. As irmãs descobrem seu talento artístico e que está estudando pintura, e a noviça tem a ideia de representar a Virgem Maria sobre a parede, no Templo de Jerusalém, como A imaginava quando criança. Um livro, simbolizando meditação e o estudo, o fuso na mão e a roca a sua esquerda, simbolizando o labor e, o trabalho cotidiano doméstico, e vestida como uma mulher da região de Vendée. 

“Eu! Eu posso trazer a Virgem!” exclamava alegremente.

Quando a Madre Superiora permite que a noviça Pauline inicie sua obra, a mesma se arrepende, porque a jovem somente tinha iniciado os estudos em pinturas, e mesmo assim, só sabia pintar a óleo e, para a parede, necessitava o afresco, ou seja, misturar as cores com cal, água e pó de mármore e aplicá-las enquanto estivessem molhadas, isto é, “frescas” – daí o nome afresco – e esperar que os traços sequem.

É uma técnica difícil, pois não permite retoques. 

Mas é tarde para voltar atrás...

De início a Madre não quis permitir, mas acabou aceitando e permitindo que Pauline iniciasse a pintura da Mãe de Deus. 

O professor de pintura da noviça Pauline fica estarrecido, pois ele mesmo não sabia fazer afresco! Como ela ousava fazer essa técnica antes mesmo de seu mestre? Logo, Monsenhor Matz abandona a jovem postulante ao seu próprio destino.

Enquanto a jovem trabalha, recebe conselhos do pedreiro do convento, que lhe prepara as misturas. 

Pauline inicia sua tarefa em 1 de Junho de 1844, e, à medida que o trabalho avança, a desaprovação da Madre e o horror silencioso das irmãs se acentua. 

Irmã Pauline, RSCJ.

Está surgindo uma confusão de cores, quase ofensivas aos olhos. Claro, quando se trabalha com cal molhada, as cores ficam vívidas. Precisa-se esperar vinte, trinta dias para que, ao secar, tenha o seu aspecto definitivo.

Mas as irmãs não sabem disso, e se estremecem de espanto e lamentam pela irmãzinha Pauline.

Finalmente o afresco está terminado. Pauline, para evitar as olhada de dó e de horror das irmãs, cobre sua obra com um pano de linho. 

A única pessoa que encoraja Pauline é o pedreiro, que lhe dizia palavras de consolo.

Mesmo assim Pauline sofre. De vez em quando a pobrezinha levantava o pano e via sua obra escondida. Aos poucos percebe que, cada dia que passava, as cores iam clareando mais, porém, ela mantém essa percepção em segredo.

Quinze dias depois pede permissão a Madre para não deixar ninguém no corredor. Retira o pano e pinta o halo em torno da cabeça da Virgem Maria e as estrelas, com cor de ouro.

A cor dourada deve ser aplicada quente e o cheiro da chaleira em que a mistura fica é de um odor repugnante. Além disso, o forno onde se aquecia a tinta pega fogo. “Isso é o que faltava a esse pobre afresco”, diziam as irmãs.

A fumaça invadiu todo o convento, fazendo com que as irmãs saíssem do local, para outro convento, porém, dentro de três horas, tudo estava resolvido.

Uma irmã volta para ajudar a bagunça que ficou no corredor e fica encantada quando vê a pintura, e toda vez que passa em frente a ela exclama: “Como és bela!”.

Afresco original que está
no convento até hoje.

Alguns dias depois do incidente a Madre Superiora retorna ao Convento e descobre a beleza encantadora da imagem da noviça Pauline e sentiu-se extremamente feliz.

Agora, a Santíssima Virgem sempre preside as recreações das irmãs.

A pintura foi inicialmente chamada de “Nossa Senhora dos Lírios” por causa dessas flores que Pauline pintou a sua direita, simbolizando a pureza mariana.

Infelizmente Pauline nunca mais verá a sua pintura. Em pouco tempo transferem a jovem de convento e ela não mais voltará a Roma.

Dois anos depois, uma religiosa exilada da França, que terrivelmente apenada reza em frente a imagem, percebe que seu crucifixo desprende de seu pescoço e cai aos pés da Virgem. “Suas cruzes acabam aqui”, pensa a religiosa. E, com efeito, desde esse dia, recebe consolo e fortaleza. Ela começa a chamar a Virgem de Mater Admirabilis e esse é o nome que finalmente permanece.
Em 20 de Outubro de 1846, sua Santidade o Papa Pio IX chega para visitar o Convento pela primeira vez desde sua eleição ao pontificado e, à medida que ele passa diante da imagem, ele olha para ela, ajoelha-se e reza piedosamente, por um longo período. Depois se levanta e admira a pureza, a candura, a amável simplicidade da imagem. Maria no Templo lhe parece um tema tão piedoso e novo, que concede, à perpetuidade, 300 dias de indulgência a todos os que diante dessa imagem rezarem três Ave Marias, e três vezes: “Mater Admirabilis, ora pro nobis.”

Os milagres da imagem

Os milagres iniciaram em Novembro do mesmo ano, com a cura do Monsenhor Blampin, Missionário da Congregação do Coração de Maria. Ele recuperou sua voz que estava totalmente perdida. 

Em 20 de Outubro de 1849 o Santuário foi enriquecido com indulgências e se autorizou a celebrar nesta data cada ano a festa da Mater Admirabilis. 

Uma das graças mais especiais que se recebem ali é um chamado à vida interior.

Junto à Virgem, as palavras da saudação angélica adquirem toda sua plenitude: ”Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum”.

Entre os peregrinos que visitaram o santuário encontram-se Santa Madalena Sofia Barat, fundadora da Sociedade do Sagrado Coração; São João Bosco, Santa Teresinha do Menino Jesus, São pio X, São Vicente Pallotti, e São Luís Orione. 

O Papa Pio IX com muita frequência confiava a Mater Admirabilis os assuntos do seu pontificado. 

A imagem representa Nossa Senhora na adolescência, quando, a oração e o estudo, o trabalho e a pureza, se formam, no Templo de Jerusalém, para sua sublime missão. 

A oração está simbolizada pelos olhos baixos e meditativos da Virgem e o panorama de prados e do céu que se abre atrás dela; o estudo pelo livro aberto que repousa sobre sua cesta de costura; o trabalho pelo fuso que sustem em sua mão e a pureza pelo lírio que se ergue à sua direita.

Mãe Admirável é a Patrona de qualquer um que queira crescer em sua fé e vida interior. Também dos estudantes, dos pais que buscam ajuda para a formação de seus filhos, dos docentes... enfim, de qualquer um que queria a ajuda de uma Mãe Admirável.

Observações:
1.Esse texto é de minha autoria baseado em três fontes com língua espanhola, que disponibilizo logo abaixo.
2.Não sou especialista em traduções, logo, se algum especialista comparar os textos e encontrar erros, por caridade, me avise para que eu possa corrigir.
3.Alguns textos divergem quanto a origem do título Mater Admirabilis. Alguns afirmam que Pauline, a noviça, não tinha dotes artísticos e, durante a confecção da obra implorava muito a assistência da Virgem Maria. Como um afresco precisa de muito tempo para o resultado final e a Madre Superiora não sabia desse fato, mandou cobrir a imagem com um pano porque a julgava ofensiva e escandalosa aos olhos. Numa visita do Papa Pio IX ao convento, em 1846, ao ver o pano cobrindo a imagem, ficou curioso para observar a pintura. Quando ordenou que o pano fosse tirado, ficou tão impactado com a beleza da imagem que exclamou: "Essa é realmente uma Mater Admirabilis!".

Fontes:
http://forosdelavirgen.org/357/mater-admirabilis-o-madonna-del-lirio-italia-20-de-octubre/

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Mater_Admirabilis


http://www.corazones.org/maria/mater_admirabilis.htm
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

A Tradição é linda.

A Tradição é linda.

Palavras de Santo Agostinho

"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."